Como medir, trocar e escolher o melhor óleo para o seu carro.

Prazos de troca:
O prazo para efetuar a troca de óleo é a cada 5 mil quilômetros para óleos minerais e de 7 a 9 mil quilômetros para óleos sintéticos. Entretanto, é aconselhável que a troca seja feita sempre que o óleo estiver muito sujo, de cor preta (o normal é que a cor do óleo varie entre castanho-escuro ou marrom-escuro).
Considere ainda que o intervalo de troca depende também do uso do carro. Se o carro roda muito em zona urbana, com muito tráfego lento e faz trajetos geralmente curtos, a troca de óleo será mais frequente do que nos carros que rodam mais em rodovias. Preferencialmente faça a troca quando o motor estiver bem quente: o óleo fica mais fino e tem mais facilidade de escorrer.

Óleos Sintéticos e Minerais:
Os óleos minerais são extraídos do petróleo. Os sintéticos são fabricados em usinas de química fina, que permitem uma projeção de características específicas mais adequadas, como a resistência à oxidação e envelhecimento do poder lubrificante.
Existem ainda os óleos chamados semissintéticos. Neste caso, as misturas são feitas com controle de qualidade adequado.
Não é recomendado misturar minerais com sintéticos, pois eles possuem diferentes poderes de solvência e a mistura pode gerar depósitos no motor (“borra”), desgaste das superfícies, vazamentos, aumento da corrosão e entupimento no sistema de lubrificação. Por isso, tome cuidado se você precisar completar o nível do óleo. Não complete com óleo diferente daquele que já está sendo usado.

Escolha do Óleo:
Na troca de óleo, use aquele indicado pelo fabricante do veículo, apresentado no manual do proprietário. É indispensável que o motorista respeite o tipo de óleo que deve ser colocado no motor, principalmente com relação ao grau de viscosidade do produto.

Filtro de Óleo:
A função do filtro de óleo é reter todas as impurezas do lubrificante que está no motor. É costume trocar o filtro a cada duas trocas de óleo alternadamente: troca-se o óleo sem trocar o filtro e, na próxima troca de óleo, troca-se também o filtro.
Entretanto o mais indicado é trocar o filtro sempre que se troca o óleo. Isso porque, se você troca o óleo e não o filtro, a sujeira do filtro velho contamina o óleo limpo e novo.
Lembre-se: na troca de óleo, ao mudar de óleo mineral para sintético (ou vice-versa) é obrigatória a troca do filtro também.

Medindo o Nível do Óleo:

Espere pelo menos 5 minutos após o motor ter sido desligado para medir o nível do óleo. Neste intervalo, o óleo desce das partes mais altas do motor para o cárter e assim podemos ter a medida real do volume de óleo.
Se o carro estiver queimando óleo, não coloque óleo a mais para compensar a queima. Excesso de óleo aumenta a pressão no cárter, podendo ocorrer vazamento e até ruptura de bielas, além do óleo em excesso ser queimado na câmara de combustão, sujando as velas e as válvulas, danificando também o catalisador no sistema de descarga do veículo.

Prazo de Validade do Óleo Lubrificante:
A validade do óleo lubrificante é indeterminada, desde que o produto seja armazenado de maneira correta, ou seja: lacrado em sua embalagem, em local seco e evitando exposição ao calor e à luz do sol.

Misturando Óleos de Marcas Diferentes:
Os óleos automotivos existentes no mercado são compatíveis entre si, não apresentando problemas quanto a misturas, desde que se tome o cuidado de misturar produtos de mesmo nível de desempenho API e de mesma faixa de viscosidade SAE. Não se deve misturar óleo de base mineral com óleo de base sintética.

SAE – Society of Automotive Engineers:
A SAE é uma sociedade americana que definiu padrões de viscosidade dos óleos automotivos. Os números que aparecem nas embalagens dos óleos lubrificantes automotivos (30, 40, 20W/40, etc.) correspondem à classificação pelos critérios da SAE, que se baseiam na viscosidade dos óleos a 100º Celsius, apresentando duas escalas:
De baixa temperatura – de 0W até 25W; (A letra “W” significa “Winter”.)
De alta temperatura – de 20 a 60W
Quanto maior o número, maior é a viscosidade para o óleo suportar maiores temperaturas. Graus menores suportam baixas temperaturas sem solidificação ou prejuízo a bombeabilidade.
Um óleo com um índice de viscosidade amplo pode ser enquadrado nas duas faixas de temperatura (alta e baixa), por apresentar menor variação de viscosidade em virtude da alteração da temperatura. Desta forma um óleo SAE 20W/40 comporta-se nas baixa temperaturas como um óleo 20W, reduzindo o desgaste na partida do motor ainda frio e, nas altas temperaturas, comporta-se como um óleo SAE 40, apresentando uma ampla faixa de utilização.

API:
API são as iniciais do “American Petroleum Institute”, instituto americano que define as especificações quanto ao uso do óleo. A sigla API aparece associada a dois conjuntos de letras:
API-S? – para motores a gasolina;
API-C? – para motores a diesel;
API-S?/C? – para ambos os motores.
A letra “S” significa “servicestation” e a letra “C”, “commercial”.
A última letra (?) indica a quantidade de dispersantes e antioxidantes. Quanto mais próxima ela estiver do final do alfabeto, mais moderno e aditivado será o lubrificante.

Ex: SH é mais aditivado que SG.
Portanto, quanto mais próximo ao final do alfabeto, de melhor qualidade o lubrificante e, por consequência, mais caro. Você pode usar um lubrificante acima da letra especificada, porém nunca deve usar óleo de especificação API menor (Exemplo: se seu veículo exige SJ, nunca coloque SE, SF, etc).

TABELA DE ESPECIFICAÇÕES API-S

Lembrando que se o veículo tiver especificação API-SG, pode ser usado SH, SJ, sem prejuízo ao motor.